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terça-feira, 10 de novembro de 2009

"Rifréxi"





 Uma festa precisa ser muito digna para tirar meu corpinho de casa na madrugada de quarta-feira.

 Na última quarta, resolvi ir ao Vegas conhecer uma festa nova, a tal da Refresh.
Flavia Durante http://www.myspace.com/flaviadurante , Killer on The Dance Floor http://www.myspace.com/killeronthedancefloorbr e o Daniel Peixoto que faz parta daquela banda electro-pseudo-moderninha Montage (aliás, eles ainda existem?Ou tomaram Benflogin demais?) eram alguns dos DJs.

Ok, estreia é sempre repleta de amigos e conhecidos. Mas realmente tinha que ser MUITO amigo dos caras para aguentar mais de uma hora na pista, que aliás, só funcionou a inferior (o clube tava miadaço).

O DRAMA: o som. Que batidas mais truncadas, um maximalismo tão rasgado que perfurou a minha paciência. Instinto malemolente zero, aquilo é música para embalar ataque epilético. Meus pés não sabiam para qual lado se mover, na dúvida, rumaram em direção à saída.

FICA A DICA: soube que por conta da proibição do cigarro nos bares/baladas, o Vegas contratou um cara aromatizar os ambientes. Pelo jeito, para a  área dos fundos  foi selecionado o aroma bueiro da esquina da Augusta com a Fernando de Albuquerque. Putz, que cheiro podre de esgoto!

VALEU: o Vegas não está cobrando a escrota taxa de serviço. Estarei sempre de olho.

CONCLUSÃO: "alguém me tira daqui! O Milo tá aceitando cartão? Ainda tá rolando FunHell? E o CIO?!!"

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Boa das BATALHAS


Depois da Batalha de Ipod

Da Batalha de DJ

Da Batalha de MC´s

Da Batalha de Dança.. e já achava que já tinha rolado de tudo nesse esquema que algum idiota algum dia achou "super criativo"


Eis que me surge isso: Batalha de FLASHS!



Traduzindo: o povo sai pra boate montado e quem tirar as fotos mais legais (posteriormente postados num blog do projeto) GANHA.


Ok, Batalha de dança até vá lá...afinal,a noite tem música para dançar; agora, um "concurso" para quem se sai melhor numa foto...É muita necessidade de se sentir hype.


Nisso que dá casa que não tem grana ou não investe em trazer DJ decente. Inventa essas batalhices. Qual será a próxima? BATALHA DE GONGADOS? Seria difícil achar um vencedor...











terça-feira, 29 de setembro de 2009

É Jaca! Festa na Gruta, sem firulas.

não tem dress code. não tem conceito. não tem exigência. não tem carão. não tem nada. porque festa é pra você parar de pensar. para esquecer que o trânsito, que o trabalho, que o seu chefe. para pular até não querer mais. para ficar fofo, fofa. para fritar. passar calor, bater papo. azarar o moço. a moça. os dois. rir se der certo. rir se não der certo. e continuar pulando. para ouvir a música que você gosta hoje, e gostava há muito. para dançar a que você sempre dança, e a que você nem sabia que existia. para enfiar o pé na jaca. na jaka e nas jacas nas formas em que elas vierem. para se divertir de forma irracional. coloca o salto, e vem. coloca o converse, e vem. o chinelo. o vulcabrás. vem descalço!
É ali na Major Quedinho, em frente ao Bar do Estadão, que fica a tal da Gruta. A festinha promete ser "underground" de raiz. Vá cedo, porque a rua ali é meio risca-faca, mas a experiência é válida. Desça no metrô Anhangabaú e bata uma perna rápida até a Jaca Party. Bati um papo com a Nega Jaca, que organiza a festinha.



Jaca Party, a jogação turva risca-faca





PMP - Quando surgiu a idéia de fazer uma festa naquele porão?
A idéia do projeto levou alguns meses e surgiu do Dukkha, que estava aprendendo a discotecar, Freaklou, que já tocava e da Dani Vargas, hoje idealizadora da festa CARAVANA DA CORAGEM.


Um dos nossos amigos estava de partida pra Inglaterra e fizemos uma despedida, foi aí que o Guedes e Billi tocaram e foram muito bem, a partir disso, ficou decidido que na Jaca tocariam Freaklou, Dukkha, Guedes e Billi. Eu fazia faculdade de moda e fiquei encarregada de levar um publico que estivesse a fim de ouvir e dançar musica boa, e não de fazer carão. Todos estávamos cheios da noite de São Paulo, então, resolvemos fazer uma festa underground, na qual só tocariam pessoas desconhecidas que não tinham oportunidade de mostrar o seu trabalho.


A primeira edição foi em dezembro de 2005 só com amigos e amigos dos amigos. O público foi em torno de 150 pessoas.


PMP - Antes da Jaca, havia festas naquele lugar?
A Jaca foi a primeira festa desse tipo na Gruta. Hoje também rolam outros projetos.


PMP - Quais DJs já tocaram na festa?
Já passaram vários nomes da cena da musica eletrônica na Jaca. O primeiro nome conhecido a fazer parte do nosso line-up foi PIL MARQUES, dono do primeiro after hours de SP, HELL´S CLUB. Ele ficou interessado em tocar, por saber que a entrada era gratuita , que o som era legal, e que ainda levávamos todos os equipamentos pra fazer a festa. ”Sim, nós não cobrávamos nada pra entrar durante um tempo, até que um dos nossos equipamentos quebrou e não havia dinheiro em caixa pra arrumarmos.” A frase que o PIL usou foi: A idéia de vocês é legal. Isso vai fazer parte da historia da musica eletrônica de SP e estou disposto a ajudá-los.


Outros DJs quiseram fazer parte da nossa história como: AudioViva, Paula Chalup, Marcio S, Gustavo Ballesté, Monsters at Work, Hero Zero, Lucio e Yuri “hoje conhecidos como DataBase”, Mono 4, Mimi, Glaucia ++, Julião, Snoop, Gabriel Gaiarsa, Elemental X, Kylt, Beto Gomez, Bruno Balbino, Dany Andrade, Marcelo Ribeiro, Juliana Lopez, e o MAGAL que é o nosso xodó. Claro, sem desmerecer os outros. Porque, além dele ser um puta DJ, é o que mais nos dá força nosso projeto.


PMP - Qual era sua intenção ao fazer um projeto dentro de um lugar menos comercial?
A idéia não foi minha. Eu só fui fazer parte, depois de tudo definido.


A Jaca é: Dukkha, Freaklou, Guedes, Billi e depois eu. A Dani só não é mais, porque toca o seu projeto “Caravana da Coragem” mas foi fundamental pro projeto. E a intenção mesmo de todos os organizadores era poder se jogar a vontade sem se preocupar com nada.  A Jaca Party não dá dinheiro , pra falar a verdade, pagamos pra fazê-la.. Organizar uma noite, dá trabalho, quem organiza festas sabe bem como é... Mas toda vez quando estamos na pista e vemos o povo dançando e gritando, somos pagos. Não tem nada mais prazeroso. Somos rodeados de pessoas legais. Até o nosso hostess, Mark Ventura, DJ, também ajuda bastante.


PMP- Você toca em casas noturnas?
Não discoteco, mas alguns DJs por saberem que pesquiso feito louca, começaram a trocar informações comigo. Isso cresceu tanto que criei coragem e resolvi abrir um blog. E das milhares de músicas baixadas, escolho 25 tracks no mês e disponibilizo por lá.


PMP-FICA A DICA
http://ruidorosanega.blogspot.com/

terça-feira, 15 de setembro de 2009

O underground morreu nas pistas de São Paulo?

Novembro promete Richie Rawtin na Clash, mais Ricardo Vila-Lobos na D-edge, sem falar Ellen Allien e outros. Não há o que discutir, São Paulo virou rota de DJ gringo de categoria. Isso soaria  como truque de alguma Elza na década de 1980/1990, quando os clubes ficavam em porões excusos do centro, como a saudosa Nation e até o Columbia, que recebia o after-hours Hell´s Club.

Mas, o profeta não desiste: ainda existe alguma festinha underground com "putz-putz" estourando precárias caixas de som?


Aguardem.

domingo, 6 de setembro de 2009

A Susi tá em transe?!

Alguém lembra do clube Susi in Transe? Adeptos paulistanos de música eletrônica com mais de 20 anos com certeza sim. Aquele clube com infraestrutura "capenga", adepto de porões sem a menor segurança e de bocadas na região central, fazia a alegria de quem precisava de um after-hours de verdade. Era comum passarem de dois a três dias direto com DJs no manejo constante das pick-ups.

A Susi nasceu na r. Vitória, capotou  em 2003 e acordou um ano depois na Av. Sã João, para entrar em transe por mais uns dois anos. Travestis, moderninhos, moradores de rua (sim, acreditem), baladeiros sobreviventes e o  público GLS se misturavam sem rusgas na pista obscura do clubinho, repleto de bonecas Susi na entrada. Rolava muito drum bass, techno e hard techno e afins.

Não esqueço nunca de um cybermano cravado de piercings, com um indefectível All Star de cano alto até os joelhos, este incrementado com cadarço amarelo-limão, dançando loucamente em pleno domingo de manhã no Susie da São João. Não seria nada de anormal se não fosse pelo detalhe das muletas. O menino tinha uma das pernas mais curtas, o que dificultava seus movimentos, mas parecia  que isso em nada o incomodava. As batidas ditavam seu ritmo, lá não tinha como se livrar do controle delas.

Há dois anos rolou uma nova tentativa de reanimação da boneca, dessa vez, na r. Augusta. A Prefeitura fechou, pois estava sem alvará e  extintor de incêndio. Soube  há duas semanas da milésima tentativa de trazer a moçoila do transe às pistas. Agora, na rua Sete de Abril, onde era o puteiro Executivo, na República. OK, fiquei animadíssima, falta um after na cidade. Mas deem uma olhada no flyer.  A TAG é "P-A-S-S-A-D-A".  Há alguns dias tento encontrar o atual proprietário sem sucesso, mas no próximo post pedirei uma explicação sobre o som que a Susi anda ouvindo. Ou ela não acordou, ou está numa bad trip do cão.